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quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Dadaísmo


O dadaísmo foi um movimento artístico que surgiu na Europa (cidade suiça de Zurique) no ano de 1916. Possuía como característica principal a ruptura com as formas de arte tradicionais. Portanto, o dadaísmo foi um movimento com forte conteúdo anárquico. O próprio nome do movimento deriva de um termo inglês infantil: dadá (brinquedo, cavalo de pau). Daí observa-se a falta de sentido e a quebra com o tradicional deste movimento.

Características principais do dadaísmo:

  • Objetos comuns do cotidiano são apresentados de uma nova forma e dentro de um contexto artístico;
  • Irreverência artística;
  • Combate às formas de arte institucionalizadas;
  • Crítica ao capitalismo e ao consumismo;
  • Ênfase no absurdo e nos temas e conteúdos sem lógica;
  • Uso de vários formatos de expressão (objetos do cotidiano, sons, fotografias, poesias, músicas, jornais, etc) na composição das obras de artes plásticas;
  • Forte caráter pessimista e irônico, principalmente com relação aos acontecimentos políticos do mundo.

Principais artistas dadaístas:

  • Arthur Cravan 
  • Clement Pansaers 
  • Francis Picabia 
  • George Grosz 
  • Guillaume Apollinaire 
  • Hans Arp 
  • Hans Richter 
  • Hugo Ball 
  • Jean Crotti 
  • Johannes Baader 
  • Julius Evola 
  • Man Ray 
  • Marcel Duchamp 
  • Marcel Janco 
  • Max Ernst 
  • Raoul Hausmann 
  • Richard Huelsenbeck 
  • Sophie Täuber
  • Tristan Tzara


Minimalismo


A palavra minimalismo reporta-se a um conjunto de movimentos artísticos e culturais que percorreram vários momentos do século XX, manifestos através de seus fundamentais elementos, especialmente nas artes visuais, no design e na música. Surgiu nos anos 60 nos Estados Unidos.

As obras minimalistas possuem um mínimo de recursos e elementos. A pintura minimalista usa um número limitado de cores e privilegia formas geométricas simples, repetidas simetricamente.

No decurso da história da arte, durante o século XX, houve três grandes tendências que poderiam ser chamadas de “minimalistas”: (manifestações minimalistas: construtivismo, vanguarda russa, modernismo). Os construtivistas por meio da experimentação formal procuravam uma linguagem universal da arte, passível de ser absorvida por toda humanidade.

A segunda e mais importante fase do movimento surgiu de artistas como Sol LeWitt, Frank Stella, Donald Judd e Robert Smithson, cuja produção tendia ultrapassar os conceitos tradicionais sobre a necessidade do suporte: procuravam estudar as possibilidades estéticas a partir de estruturas bi ou tridimensionais.

O minimalismo exerceu grande influência em vários campos de atividade do design, como a programação visual, o desenho industrial, na arquitetura. Os minimalistas produzem objetos simples em sinônimo de sofisticação.

A música minimalista nasceu com a série Composições 1960, criada por La Monte Young, esta pode ser cantada apenas com duas notas.

A literatura minimalista caracteriza-se pela economia de 
palavras, onde os autores minimalistas evitam advérbios e sugerem contextos a ditar significados.

Happening


Unindo elementos de espontaneidade criativa, improvisação e características das artes cênicas, o happening  é uma expressão das artes visuais que utiliza também a participação dos espectadores. O termo “happening” é proveniente do inglês, e significa “acontecimento”.

É um estilo de arte performática que inclui “eventos teatrais sem trama”.  Em 1959, Allan Kaprow, pintor norte-americano falecido em 2006, utilizou o termo pela primeira vez para designar uma categoria artística. Geralmente, as produções dessa categoria eram realizadas fora dos museus e galerias.

Artistas como Kaprow e Jim Dine utilizaram o happening como meio para retirar a arte das telas e torna-la palpável na vida das pessoas. Numa performance pública, o artista Robert Rauschenberg soltou trinta tartarugas que perambulavam sobre um palco carregando lanternas em seus cascos, durante a movimentação das tartarugas o artista passeava vestido com calças de jóquei.

No decorrer dos anos, essa prática artística se espalhou por todo o mundo, o happening nos tempos atuais não se tornou numa ferramenta extinta. Nos espetáculos, matérias de criação e elementos de encenação são utilizados para atrair a atenção e ação do expectador.

Nesse processo, o expectador passa a interagir com a proposta do artista, isso diferencia o happening da performance simples, no happening há a interação com o expectador, enquanto que na performance apenas o momento espontâneo sem interatividade.  No happening não roteiro fixo no espetáculo apresentado, não há inicio, meio e fim previsto, é tudo regido pela improvisação e pelo acaso, fora das convenções artísticas.

O palco pode ser a rua, um prédio abandonado, uma loja ou qualquer lugar que permita tal apresentação artística. Os expectadores podem ser confundidos com atores e os atores, se houver, com pessoas comuns.

A base do happening é  a ação, nunca passível de reprodução, o modelo é a rotina, temas do dia a dia, materiais de encenação, ações e associações de mensagens. Abrange diferentes modalidades artísticas como a pintura, a dança, o teatro e a música.

O primeiro happening da história das artes ocorreu em 1952, nos EUA, no Black Mountain College, realizado pelo músico experimental John Cage. Dentre as realizações de Kaprow, destacam-se Environment, em 1960, An Apple Shrine, em 1960, e Chicken, apresentado em 1962. Os principais artistas norte-americanos são Jim Dine, Claes Oldenburg, Rauschenberg e Roy Lichtenstein.

Os FlashMobs são frutos desse movimento.


Arte Rupestre


Introdução 
Há milhares de anos os povos antigos já se manifestavam artisticamente. Embora ainda não conhecessem a escrita, eles eram capazes de produzir obras de arte. A arte rupestre é composta por representações gráficas (desenhos, símbolos, sinais) feitas em paredes de cavernas pelos homens da Pré-História.

Características principais da arte rupestre
O homem pré-histórico era capaz de se expressar artisticamente através dos desenhos que fazia nas paredes de suas cavernas. Suas pinturas mostravam os animais e pessoas do período em que vivia, além de cenas de seu cotidiano (caça, rituais, danças, alimentação, etc.). Expressava-se também através de suas esculturas em madeira, osso e pedra. O estudo desta forma de expressão contribui com os conhecimentos que os cientistas têm a respeito do dia a dia dos povos antigos.
Para fazerem as pinturas nas paredes de cavernas, os homens da Pré-História usavam sangue de animais, saliva, fragmentos de rochas, argila, etc. 

Arte Primitiva na atualidade
Nos dias de hoje também é possível encontrar arte primitiva; alguns exemplos são as máscaras para rituais, esculturas e pinturas que são feitas pelos negros africanos. Há ainda a arte primitiva entre os nativos da Oceania e também entre os índios americanos, que fazem objetos de arte primitiva muito apreciados entre os povos atuais.